Os Celtas andaram por aqui. Outros, antes deles, terão pisado este solo. Daqueles, contudo, sabemos que por cá se estabeleceram e aqui terão deixado a sua marca, num castro de que, naturalmente, se desconhece a verdadeira localização. Optimista como sou, ainda tenho a secreta esperança de, um dia, ver algum ou alguns arqueólogos "perderem algum tempo na procura das verdadeiras origens deste local. A verdade é que também os mouros e os romanos por aqui andaram, o que, de algum modo, nos dá uma ideia, mesmo que ténue, da importância que, afinal, estas terras sempre tiveram.
Aqui existiu, portanto, uma fortaleza que, no decurso das guerras entre portugueses e leoneses acbou por ser arrasada. Contudo, a importância estratégica de Monforte - note-se a sua localização muito próxima da fronteira com Castela e com o, na altura inimigo castelo de Monterrei -levou o nosso rei D. AfonsoIII a mandar proceder à reconstrução da fortaleza e, como se isso não bastasse, a 4 de Setembro de 1873 assinou aquele que seria o primeiro Foral a Monforte de Rio LIvre. Em 1 de Junho de 1512, D. Manuel I conferiu-lhe um novo foral, cuja assinatura se verificou na cidade de Santarém. Mas foi o filho do Bolonhês, D. Dinis, quem mandou proceder ao restauro final do castelo. Vale a pena dizer que também sofreu obras de restauro ou de beneficiação nos reinados de D. Fernando, D. João I e D. Manuel I.
A título de curiosidade,merece referência este parágrafo de um artigo que o Padre João Vaz de Amorim escreveu para a Revista de Guimarães: "Entre os magnates e homens ilustres que, em tempos afastados, visitaram esta praça de armas de Monforte, contam-se, além de outros, D. Nuno Álvares Pereira, em 1385, e antes (em 1304, a 8 de Junho) D. Martinho, arcebispo de Braga, conforma consta de um documento deste prelado, por ele datado e assinado naquela vila."
A importância militar de Monforte de Rio LIvre deu-lhe o privilégio de manter um alcaide-mor até meados do século XVIII, época em que, de facto, entrou em declínio, perdendo ao mesmo tempo o prestígio militar que lhe havia sido outorgado e o poder civil que, entretanto, entrara em decadência. E se em 1863 ainda mantinha um governador do Castelo, a sede do município já havia sido transferida em 1836 para Lebução. É que foi exactamente nesse ano que Passos Manuel procedeu à sua reforma administrativa, acabando com muitos concelhos e criando outros - Valpaços, por exemplo -, sendo que essa reforma teve o seu epílogo em 31 de Dezembro de 1853, data em que, como aconteceu com tantos outros, o concelho de Monforte de Rio Livre foi, definitivamente, extinto.
Este primeiro post pretende somente definir o espaço geográfico onde, preferentemente, me situarei. Voltarei, a este e a outros assuntos.
PS: Esta fotografia faz parte da capa do livro "A Minha Aldeia desde o princípio do século XIX", escrito e editado em 1935 por António Luís Claro, professor do ensino primário natural da aldeia e que aí desenvolveu a sua profissão de professor e agricultor.
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