
É comum a muitas localidades a existências de um largo na zona frontal da respectiva Igreja Paroquial. Também Águas Frias não foge à regra.
E, como em qualquer outra terra, também aqui se foram verificando algumas alterações urbanísticas, sendo suposto que, quem as projectou e mandou levar à prática, tinha em vista uma transformação para melhor. Daí que, há uns anos a esta parte - perdoar-me-ão por não ter presente a data nem ter tido o cuidado de a procurar saber - o presidente da Junta de Freguesia em exercício, tenha conseguido que o senhor Gumerzindo Fernandes (um natural de Curral de Vacas dado à luz por uma aquifrigidense que aí encontrou o seu amado) cedesse uma pequena área da sua Curtinha para que o largo passasse a ter mais espaço, permitindo melhor estacionamento e, sobretudo, originando um espaço mais condizente com as necessidades da festa que, então, tinha aí lugar, a cada ano.
Ora, no limite do Largo existia um tanque, onde corria água cristalina e fresca que dessedentava quem por aí passava, e que, caindo no tanque, também ficava disponível para os inúmeros animais que por aí passavam no regresso dos lameiros. Também servia para a rapaziada, no tempo em que os invernos eram de rigor, saltar sobre a placa de gelo que sempre se formava, fruto de temperaturas de que já nos desabituámos.
Mas o tanque, voltado a nascente, tinha, no seu interior, um pedaço de história que, pela mão do ilustre flaviense Dr. Mário Carneiro, foi parar ao Museu da Região Flaviense onde, para além de poder ser visto por muito mais gente, está devidamente acautelado. Trata-se, afinal, de uma ara que servia e serviu durante anos sem conta para suportar os cântaros que aí eram colocados a encher para transportar água para as pessoas usarem em casa. Era o tempo em que ainda não havia, como bem depreende, água canalizada nas humildes habitações da aldeia.
A verdade é que, com o arranjo do Largo, o tanque acabaria por ficar quase a meio desse espaço e, de duas uma, ou se mantinha aí ou se deslocava. A melhor hipótese era, certamente, fazê-lo recuar, mantendo-o na mesma posição mas um pouco mais atrás. Todavia, o parolismo reinante atirou com o bonito tanque para junto de uma parede, ao lado da casa que era do Ti Alfredo Gil tirando-lhe, ao tanque e ao próprio largo, o encanto que até então lhe reconhecíamos.
Tempo houve em que ali passava muitas vezes. Digamos que também fiz parte do Largo, enquanto vivi numa das casas que o ladeiam. Confesso que vou muito pouco para aquela zona e, talvez por isso, não me tinha apercebido do que haviam feito ao lindo Tanque. Fiquei muito triste. Julgo que toda a gente fica triste quando o observa. É que dele só resta uma das paredes e a pedra arqueada que configurava o chafariz. À sua frente pode ver-se uma base de pedra que serve de suporte a uma pia que terá vindo de alguma loja onde já não há recos que lhe dêem o merecido uso. O tanque, portanto, é mesmo defunto.
PS: Bom seria que se desse um arranjo diferente a este conjunto. Ficávamos todos a ganhar.
De
A.Cruz a 24 de Fevereiro de 2008 às 10:42
Infelizmente não é só em Águas Frias em que o património não é tratado devidamente.
Por vezes até nem é por "mal", mas o "desenrasca" ou a pouca sensibilidade leva-nos a isto!
Se houvesse cuidado por parte das tais "entidades" em valorizar e proteger esse património, tudo seria diferente.
Ainda estamos na fase do betão, do arrancar velho para por novo, sem medir a História !
Caro Tino,
conseguiste trazer à memória, recordações (às pessoas de vivenciaram esses tempos), que brincaram nesse tanque e andaram sobre o gelo das suas águas nos dias gélidos dos Invernos.
Estou convicto que alguém “ouvirá” esta sugestão e dará um enquadramento mais digno ao que ainda resta e que poderá ser preservado, trazendo recordações aos mais velhos e história aos mais novos e vindouros.
Um abraço
Ola Tino! Embora não tenha comentado o teu trabalho, tenho consultado regularmente o teu blog.Desde jà um muito brigado a ti ao Mario e ultimamente ao meu irmão por mostrarens a nossa linda aldeia ao mundo inteiro . Um abraço até breve Zeca.
Olá tino, é uma verdade que não podemos esconder e é um facto que se passa um pouco por este pías, em prol da modernidade o que é antigo, valha aquilo que valer e que na maior parte das vezes não monetariamente mas sim sentimentalmente, destroi-se ou muda-se, conforme aconteceu ao nosso tanque indefeso. Vai ser por iniciativa minha que daqui por alguns dias irei fazer um novo post onde com fotografias vos irei mostrar a beleza de construcões antigas e que inflizmente estão abadonadas muitas por inflicidade do destino e do progresso.
Obrigado pelo teu comentario do meu post, já sabes, aquilo que poder mostrar do que se vai passando na nossa linda terra não esitarei de mostrar ao mundo.
Um abraço do João
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