Sábado, 23 de Junho de 2007

Encontro de irmãs

Há muitos filhos únicos que se sentem muitíssimo bem nessa situação. Não se pode criticar nenhum deles por via disso. Na verdade, os responsáveis foram, obviamente, os pais. Bom, mas não deixa de se encontrar um conjunto enorme de filhos únicos que sempre vão dizendo que, afinal, quem tem muitos irmãos, andem à bulha uns com os outros ou não, sew calhar é muito mais feliz do que quem vive sozinho com os progenitores. Ou seja, ainda há quem não seja assim tão egoista.

Pois bem, diga-se em abono da verdade que eu sempre achei que a nossa muito querida aldeia, a expensas do que acontece com a esmagadora mairia das aldeias deste País, não seria filha única. Os seus pais deveriam, com toda a certeza, ter deixado rasto por aí fora.

Certo certo é que já há uns anos que tinha descoberto a existência de pelo menos uma outra localidade com o nome da nossa algures no Algarve. Só que agora, com a ajuda preciosa das novas tecnologias - exactamente as mesmas que permitem estar, neste momento preciso, a fazer isto - não só pude comprovar como localizar esse torrão algarvio a que alguém decidiu, não sei bem quando (estou a tentar sabê-lo) dar o nome de Águas Frias.

Agora que já vos agucei suficientemente o apetite, dir-vos-ei que é um lugar - uma pequena aldeia, portanto - da freguesia de Alte, no concelho algarvio de Loulé.

E, para que vos pudesse dizer mais qualquer coisa sobre esta nossa irmã, consegui contactar o presidente da sua Junta de Freguesia que, com muita simpatia, me remeteu um e-mail onde, sucintamente, dizia tratar-se de uma aldeia com apenas 77 pessoas (censo de 2001) e com uma população muito envelhecida que, como na nossa, se dedica exclusivamente à actividade agrícola e pecuária. Refere, ainda, a existência de um estabelecimento comercial onde pode ser apreciada a gastronomia regional. Eu acrescento que fica na margem direita daquele que é, se a memória não me falha, o maior rio do Algarve, o Arade, e já muito próxima do limite com o vizinho concelho alentejano de Almodôvar.

Já prometi ao senhor presidente que, mal me desloque ao Algarve, lhe farei uma visita e uma deslocação à nossa Águas Frias algarvia

Deixo-vos aqui o mapa da freguesia de Alte onde, a norte, se pode vr Águas Frias.

 

Mas não vamos ficar por aquii. É que, do outro lado do Atlântico, também vive uma outra irmã. E, no imediato, fui levado a pensar se não teria havido algum conterrâneo da nossa diáspora que aí tivesse desaguado e, vai daí, ter criado a sua própria terra. No Brasil, não é difícil acontecer uma situação deste tipo. Mas, embora ligeiramente decepcionado, não posso dizer-vos que assim foi, ou melhor, alguém criou a dita localidade mas não foi nenhum dos nossos.

Ainda assim, não deixa de ser mais uma irrmã com que devemos passar a contar para o que der e vier.

Pois é, no sul do Brasil, como bem sabemos, só podia dar mesmo italiano. De facto, uma das muitas famílias de colonos italianos que se estabeleceram no Rio Grande do Sul, a família Bertasso, talvez na procura de melhores condições de vida, na década de 50 do século passado, tratou de subir um pouco mais para norte e, levando atrás de si um grupo de migrantes, também italianos, acabou por se estabelecer no oeste do estado de Santa Catarina, fundando uma pequena cidade a que deram o nome de Águas Frias exactamente por aí terem encontrado uma vertente de água gelada no meio do monte.

A elevação a cidade data de 12 de Dezembro de 1991, o que a levou a passar a sede de concelho, apesar de aí viverem apenas 2525 pessoas.

Como na nossa aldeia, também na Águas Frias brasileira é na agricultura que se ganha o dia-a-dia, uma vez que este sector representa, de facto, mais de 90% da actividade económica do município.

Eis a sua localização no estado a que pertence, mais concretamente na região de Chapecó.

 

 

 

Estamos, certamente, mais ricos, depois de termos trazido mais duas irmãs para a família.

sinto-me:
publicado por riolivre às 23:11
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