Afinal eu ando um pouco distraído. Ao rever as fotos que, nunca é demais, volto a agradecer ao amigo Humberto Serra, acabei por constatar que estão datadas, o que nos permite, como diria La Palice, situá-las temporalmente e dizer que são documentos de grande valor histórico, tanto mais que, algumas delas já têm a provecta idade de 58 anos.
Acresce que as obras que se verifica estarem a ser ou terem sido feitas não se reportam ao tempo que eu pensava - anos setenta do século passado - mas ao início da década anterior, isto é, a de sessenta ou, para ser mais preciso, a 1962.
Aí vai, então, mais um conjunto de fotos do nosso belíssimo Castelo.
Estas duas fotos são ambas de 1962. A primeira é uma vista geral da parte virada a nascente, ou seja, o conjunto das muralhas que se avistam do caminho da Maria Triga.
A segunda foi obtido do cimo da muralha interior e mostra a porta de entrada na Torre de Menagem, aqui com a muralha já reconstruída.
Dois aspectos das obras a que a muralha foi submetida (1962).
A entrada do lado poente e um pormenor da porta principal (1962).
Um bom amigo - quem tem comportamentos destes só pode sê-lo - procurou o mail de outro muito bom amigo e fez o favor de, através dele, me enviar um conjunto não só interessante mas, sobretudo, importantíssimo, de fotos do nosso Castelo de Monforte que, a ajuizar pelo que se observa, se reportarão à época em que a ainda Direcção Geral dos Monumentos Nacionai, agora IPPAR, resolveu fazer um pequeno restauro na muralha virada a Sul, exactamente por cima da porta de entrada principal. De resto, nunca mais ligou grande coisa ao monumento. Como não fica no Litoral...
É claro que não podia deixar de referir os amigos que me fizeram chegar as fotografias, que me deixaram todo babado e que, naturalmente, coloco aqui com um prazer indescritível. Então, em primeiro lugar, um muito obrigado ao Humberto Serra, esse grande flaviense que, lá desde Lisboa, nos vai brindando com excelentes posts sobre a nossa cidade. Havemos de nos encontrar um dia, talvez com o Pluto, para batermos um papo. Muito obrigado.
A quem também tenho de agradecer é ao Mário, já que fez, mesmo sabendo que com muito prazer, o favor de servir de portador, ainda que virtual, desse conjunto tão interessante de documentos sobre Monforte.
Hoje deixo, então, algumas das fotos. É só para aguçar o apetite. As outras virão noutra oportunidade.
Uma vista do lado Sul deixando bem visível a parte da muralha já reconstruída.
Uma vista do mesmo lado (Sul), todavia mais abrangente, podendo observar-se o conjunto das muralhas viradas a nascente e a muralha sobre a porta de entrada principal ainda por restaurar.
É vulgar dizer-se que os homens não se medem aos palmos. A verdade é que, por muito que custe aos mais machistas, situações há em que a frase se aplica, na perfeição, às mulheres.
Vem isto a propósito de me sentir na obrigação de dedicar este post a uma pequena mas, afinal, muito grande Mulher. Não é todos os dias que alguém se lembra de reunir umas boas dezenas de urbanos do litoral, pais e filhos, e, de uma assentada, programar um fim de semana numa quase despovoada aldeia deste canto esquecido de Portugal, proporcionando uma troca de experiências que só pode ter trazido benefícios para ambas as partes. Benefícios que, seguramente, foram maiores para a nossa pacata aldeia que, assim de repente, num mesmo dia, passou a ter quase o dobro da população habitual, com a vantagem de se ter rejuvenescido, baixando imensamente a média de idades. Pena que isso não passou desse fim de semana.
O que interessa, contudo, é dizer que quando alguém tem vontade as coisas acabam por acontecer e o intercâmbio que foi conseguido com um evento como este, que foi programado "ao milímetro", só pode ter trazido motivação para que volte a acontecer e, se possível, pelo menos uma vez por ano.
Todavia, a minha vinda a terreiro tem a ver com uma grande senhora que, tanto quanto me foi dado perceber, esteve efectivamernte por trás de toda esta organização. O que pretendo, então, é deixar aqui bem patente o meu preito à minha querida amiga Edite Teixeira Rodrigues que, vivendo e trabalhando no Porto, não só continua a manter um grande amor pela sua aldeia (aí adquiriu e reconstruiu uma casa) como ainda consegue brindar-nos com realizações que fazem inveja a muitos profissionais da animação sociocultural.
Porque julgo ser esse o verdadeiro sentir das gentes de Águas Frias, aqui fica o nosso muito obrigado à Edite e à Maianima, uma cooperativa que, percebe-se e aprecia-se, faz da cultura uma bandeira.
E como a Edite fez o favor de me enviar uma fotografia da rapaziada, ela aqui fica para a posteridade.
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