Terça-feira, 22 de Março de 2016

TEMOS UMA ESCRITORA

No passado dia 18 do corrente, na Biblioteca Municipal de Chaves, o Grupo Cultural de Chaves concedeu-me a honra de fazer a apresentação de um romance cuja autora, sendo alentejana, tem ligações fortíssimas a Águas Frias e às gentes da nossa aldeia.

Ora, trata-se nem mais nem menos de uma jovem de 19 anos, estudante de Relações Internacionais na Universidade de Évora, cidade onde nasceu, e residente na muito bonita localidade alentejana de Portel, paredes meias com esse verdadeiro lago a que a barragem de Alqueva deu origem.

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E que tem ela a ver, então, com esta aldeia que, afinal, é tão distante desse Alentejo que a viu nascer e onde tem a sua residência?

Na verdade há imensos aquifrigidenses que abandonaram a sua aldeia na procura de uma melhor forma de vida. Uns rumaram ao estrangeiro, outros procuraram a grande cidade e, outros ainda, optaram por profissões que os poderiam trazer ou não, a prazo, para perto da sua família. Contudo, a vida nem sempre acontece como a planificamos. Umas vezes tropeçamos em obstáculos que nos obrigam a mudar o rumo previamente estabelecido, outras vezes, encontramos pelo caminho, mais ou menos longo, alguém que nos acena e nos convence a ficar.

Ora, o Eurico Cetra, esse todo, filho do senhor Mário Cetra e da Senhora Anaiza, irmão do João Vasco, o único que não saíu da aldeia, o Eurico, dizia, foi à procura de um modo de vida que a terra não lhe daria. Entrou para a GNR e, como tantos outros jovens procurou fazer o percurso que o trouxesse até ao Norte. Pelo caminho conheceu a Teresa, uma mulher valente de Portel e, em hora boa, enamorou-se, casou e teve uma filha fantástica, a Raquel que, para além de uma belíssima filha e de uma aluna excelente ainda tem tempo para se dedicar a uma causa nobre, qual é,a da escrita.

E se a Teresa e o Eurico deram à luz esta doce menina, ela própria, a Raquel, deu à estampa uma obra fantástica, um romance que, como já disse, tivemos oportunidade de dar a conhecer em Chaves.

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 Destino Rebelde é uma história gizada à volta de um jovem transmontano que, como tantos outros jovens dessa época, década de sessenta/setenta, achou que, apesar de ser de uma aldeia, no caso, Vila Verde da Raia, e de não ter família que pudesse suportar estudos universitários, haveria de conseguir o objectivo traçado: ser um advogado capaz de lutar por uma causa que o iluminava, a defesa dos oprimidos.

É um romance onde muitos leitores se podem sentir, de alguma forma, retratados, mas é, acima de tudo, a revelação de uma jovem de grande potencial que, com toda a certeza, vai ser uma escritora brilhante de que todos os nossos conterrâneos se hão-de orgulhar.

O livro está à venda nas livrarias. Vale mesmo a pena adquiri-lo e "gastar" uma tarde a saboreá-lo.

Obrigado, Raquel.

publicado por riolivre às 19:55
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2 comentários:
De Caval(h)eiro de Monforte a 5 de Abril de 2016 às 22:24
“Açucena de Guernesey”

Três de Abril de 2016.
Regressei hoje de umas férias na “PRAIA de CHAVES”.
Hei! Hei!
Não se precipitem!
Não estive no Poço do Leite, na Galinheira, na Ribeira, no Rebentão, em S. Gonçalo, em Segirei, em Vidago, ou no Açude!
Nem «gozar a vida» na “Fonte” Mercê do meu distinto amigo “TINO” e da sua LIN(d)A do «lencinho de azul mais escuro», lá pelo seu território de ÁGUAS REVÉS ou de ÁGUAS FRIAS!
Desci para a latitude 15º 58’ N., afastado, para Oeste, uns 600 kms da Senegâmbia.
Já que ninguém me convidou para ir «botar» um pé de dança na Srª das Brotas, fui (ver) «sacudir a poeira» na terra das gentes do «cretcheu», não fosse eu um eterno apaixonado.
Assim, retornado hoje à Costa Verde, num dia mais parecido com os da Terra Fria, aconcheguei-me aos Blogues da NOSSA TERRA, par ver se me o calorzinho de alguma lareira acesa, um carolinho de folar e um pichorrinho de uma pinga de “Balcedeira”, da “Lampaça”, de Sonim ou de Santa Valha me valeriam para matar tantinho de tantas saudades do meu torrão natal.
E, no Blogue do TINO, quer-se dizer, no Blogue “RIOLIVRE”, topei com uma notícia reconfortante e de envaidecer: uma linda cachopita, a fazer-me recordar a “RAQUEL… de Stº Amaro”, heroína do meu Pitigrama editado no Blogue “OUTEIRO SECO AQI”, em onze de Julho de 2015.
Ambas lindas como uma estrela!
E se uma (que o diga eu!), a de Stº Amaro, tinha um divino dom de voz, a outra (pelo que diz o Dr. Celestino) tem um dom celestial da palavra.
Assim, como não havemos, nós, Flavienses, e vós, «Flavianos» (aqui, tratando-vos como Cipião se tratava, ao render homenagem aos povos que lhe mereciam admiração e respeito, pela sua nobreza e galhardia) de ficar encantados e consolados com notícias a anunciar-nos que, por trás do Castelo de Monforte de Rio Livre não só nasce o Sol como também despontou mais uma estrela!
“’Stouque” não foi lá muito por acaso que um tal Eurico aportou a Portel: é que Monforte de Rio Livre tem um Castelo lendário e altaneiro, feitor de nobres e conquistadores caval(h)eiros. Vendo o abandono a que os trastes republicanos, e, especialmente, os lalões e «pavões» de CHAVES, condenaram o seu Castelo, Eurico, desiludido com a falta de protecção e de esperança que a Torre de Menagem, de CHAVES, lhe poderia dar, acampou à sombra da Torre de Menagem de Portel, cujas ruínas lhe lembravam as da Fortaleza da sua terra distante …. da realização dos seus sonhos.
E que bem combinou o merogo da “Montanha” com a papoila da “Planície”: daí nasceu esta linda «açucena de Guernesey”, a RAQUEL de TERRAS de MONFORTE de RIO LIVRE e PORTEL.


M., tês de Abril de 2016
O Caval(h)eiro de Monforte
De riolivre a 11 de Abril de 2016 às 15:33
Já tinha tido oportunidade de ler o seu excelente - como sempre - comentário no facebook; não é que eu me perca muito nesse espaço virtual, mas desta vez calhou e foi mesmo aí que me deleitei com o seu belíssimo texto.
Como, entretanto, me perguntou se já tinha passado no blog, cá vim para, de novo, fazer a leitura de que o Caval(h)eiro de Monforte fez o favor de colocar num espaço eu me dá muito prazer partilhar com aqueles de quem gosto.
Muitíssimo obrigado pela amizade que também faz o favor de partilhar comigo. Um abraço fraterno. Celestino

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