Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Águas Frias - O Tanque da Igreja

 

É comum a muitas localidades a existências de um largo na zona frontal da respectiva Igreja Paroquial. Também Águas Frias não foge à regra.

E, como em qualquer outra terra, também aqui se foram verificando algumas alterações urbanísticas, sendo suposto que, quem as projectou e mandou levar à prática, tinha em vista uma transformação para melhor. Daí que, há uns anos a esta parte - perdoar-me-ão por não ter presente a data nem ter tido o cuidado de a procurar saber - o presidente da Junta de Freguesia em exercício, tenha conseguido que o senhor Gumerzindo Fernandes (um natural de Curral de Vacas dado à luz por uma aquifrigidense que aí encontrou o seu amado) cedesse uma pequena área da sua Curtinha para que o largo passasse a ter mais espaço, permitindo melhor estacionamento e, sobretudo, originando um espaço mais condizente com as necessidades da festa que, então, tinha aí lugar, a cada ano.

Ora, no limite do Largo existia um tanque, onde corria água cristalina e fresca que dessedentava quem por aí passava, e que, caindo no tanque, também ficava disponível para os inúmeros animais que por aí passavam no regresso dos lameiros. Também servia para a rapaziada, no tempo em que os invernos eram de rigor, saltar sobre a placa de gelo que sempre se formava, fruto de temperaturas de que já nos desabituámos.

Mas o tanque, voltado a nascente, tinha, no seu interior, um pedaço de história que, pela mão do ilustre flaviense Dr. Mário Carneiro, foi parar ao Museu da Região Flaviense onde, para além de poder ser visto por muito mais gente, está devidamente acautelado. Trata-se, afinal, de uma ara que servia e serviu durante anos sem conta para suportar os cântaros que aí eram colocados a encher para transportar água para as pessoas usarem em casa. Era o tempo em que ainda não havia, como bem depreende, água canalizada nas humildes habitações da aldeia.

A verdade é que, com o arranjo do Largo, o tanque acabaria por ficar quase a meio desse espaço e, de duas uma, ou se mantinha aí ou se deslocava. A melhor hipótese era, certamente, fazê-lo recuar, mantendo-o na mesma posição mas um pouco mais atrás. Todavia, o parolismo reinante atirou com o bonito tanque para junto de uma parede, ao lado da casa que era do Ti Alfredo Gil tirando-lhe, ao tanque e ao próprio largo, o encanto que até então lhe reconhecíamos.

Tempo houve em que ali passava muitas vezes. Digamos que também fiz parte do Largo, enquanto vivi numa das casas que o ladeiam. Confesso que vou muito pouco para aquela zona e, talvez por isso, não me tinha apercebido do que haviam feito ao lindo Tanque. Fiquei muito triste. Julgo que toda a gente fica triste quando o observa. É que dele só resta uma das paredes e a pedra arqueada que configurava o chafariz. À sua frente pode ver-se uma base de pedra que serve de suporte a uma pia que terá vindo de alguma loja onde já não há recos que lhe dêem o merecido uso. O tanque, portanto, é mesmo defunto.

 

PS: Bom seria que se desse um arranjo diferente a este conjunto. Ficávamos todos a ganhar.

publicado por riolivre às 22:50
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Intervalo

O reconhecimento de que terei criado alguma expectativa naqueles que fazem o subido favor de passar por aqui, mesmo que só de vez em quando, leva-me a expressar o necessário pedido de desculpas por este espaço de tempo que já vai longo sem o contacto a que, porventura, já os habituei.

Com efeito, um problema técnico que ainda não consegui resolver - que isto das tecnologias da informação e da comunicação não é para totós como eu - tem-me impedido de vir até este espaço para um pouco de conversa, ainda que virtual, sobre a aldeia onde nasci e de que, como é bom de ver, continuo a gostar imenso.

Prometo que, a breve trecho, cá estarei para voltarem a aturar-me.

Um abraço para todos.

publicado por riolivre às 22:25
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